A Metafísica da Morte: A Concepção Filosófica da Finitude da Condição Humana em Schopenhauer

O presente trabalho propõe-se discutir a morte como condição humana e como predisposição para a reflexão filosófica: o homem quando está diante da finitude está propenso a refletir sobre sua existência. Trabalho teórico, orientado por uma análise bibliográfica. Objetiva expor e analisar, contribuindo de maneira conceitual e argumentativa sobre o manuscrito; "Metafísica da Morte-sobre morte e sua relação com a indestrutibilidade do nosso ser-em-si" do filósofo Artur Schopenhauer, extraído da obra, intitulada "Parerga e Paralipomena". Logo, adotaremos o seguinte roteiro metodológico: inicialmente abordaremos o fenômeno morte, que ao longo da tradição filosófica demonstra ser uma das primeiras angústias metafísicas do homem. Em seguida apresentaremos o conceito de vontade, fundamental para a compreensão do nosso trabalho, assim como da obra completa do autor. Num terceiro momento abordaremos, mais objetivamente, o discurso da morte em Schopenhauer, que na sua concepção tal fenômeno é considerado em nossa sociedade como "trágico" e não deve ser estimado como o oposto à vida, mas sim como um desfecho complementar da existência humana. Concluímos aqui a importância do discurso filosófico sobre a morte, que desde o brotar da racionalidade é observado como um enigma diante do homem, e possivelmente nunca irá deixar de se tornar um, por se tratar de um delicado fenômeno de reavaliação da própria existência.