A repercussão do aborto espontâneo na estrutura familiar e a importância da terapia comportamental e cognitivo

Em nossa sociedade contemporânea quando os casais convivem juntos acabam enfrentando conflitos por conta de várias decisões, uma delas é ter ou não filhos. E quando a decisão é ter esse filho ocorrem mudanças na dinâmica familiar. Se no decorrer da gestação ocorre uma interrupção espontânea, essa perda vem sendo associado ao desenvolvimento de diversos transtornos mentais. Diante disso escolhemos a terapia cognitivo-comportamental (TCC) como um modelo de opção de tratamento para o manejo dos sintomas do casal enlutado pela perda de uma gestação. O presente artigo teve dois objetivos: evidenciar a repercussão do aborto espontâneo na estrutura familiar, assim como a importância do processo terapêutico na Terapia Comportamental e Cognitivo. Verificou-se que o número de publicações sobre TCC com casais que vivenciaram um aborto espontâneo ainda é reduzido no Brasil. Conclui-se que mais investigações sobre esse tema de pesquisa devem ser realizadas, focalizando a população brasileira.

PALAVRAS-CHAVE: Aborto espontâneo, luto, terapia cognitiva, terapia comportamental, relações familiares.