Disponibilidade e consumo de alimentos processados no ambiente domiciliar: surgimento de dcnt na infância

As práticas alimentares na infância devem ser capazes de fornecer quantidade de alimentos suficiente e com qualidade nutricional e sanitária, a fim de atender às necessidades nutricionais das crianças e garantir o desenvolvimento do seu máximo potencial. Crianças que apresentam consumo alimentar inadequado desde a infância tendem ao desenvolvimento precoce de sobrepeso e obesidade, além de outras doenças crônicas associadas. Modificações no hábito alimentar, como o aumento do consumo de alimentos industrializados e a redução do consumo de alimentos típicos da dieta nacional, têm contribuído para o aumento da prevalência de doenças crônicas não transmissíveis. Essas mudanças têm sido observadas em todos os níveis socioeconômicos inclusive nos de menor renda. Diante da importância da alimentação saudável na infância e o consumo de alimentos processados nessa fase, este artigo tem como objetivo verificar disponibilidade e o consumo de alimentos processados e o surgimento de DCNT na infância. Os artigos foram selecionados por meio de busca nas bases de dados da Biblioteca Virtual em Saúde e Scielo em junho e julho de 2018. Foram incluídos artigos originais e completos que apresentaram relevância com o tema nos idiomas português e inglês no período de publicação entre os anos de 2008 a 2018. Identificou-se que o ambiente familiar tem influência nos hábitos alimentares e no consumo de alimentos processados, seja pelo exemplo dado ou pelas atitudes exercidas em relação às práticas alimentares. Sugere-se que a família envolva e acompanhe as crianças de forma a estimular esses bons hábitos saudáveis e evitar o consumo de alimentos processados.
Palavras – chave: alimentação infantil; alimentos processados; DCNT na infância; consumo de industrializados; hábito alimentar infantil.