Insuficiência Renal Aguda em Unidades de Terapia Intensiva

O perfil epidemiológico brasileiro vem se modificando e esse resultado justifica-se pela implantação de medidas que contribuíram para redução da mortalidade por doenças infecciosas e parasitárias, favorecendo o surgimento de doenças crônico-degenerativas. Alguns pacientes acometidos por essas patologias pela gravidade do quadro clínico acabam sendo internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e evoluem com a insuficiência renal aguda (IRA). Este trabalho justifica-se por contribuir como subsídio no aprofundamento de conhecimentos sobre IRA. Sendo assim, o objetivo primário foi identificar as principais causas de internamento na UTI que evoluem para a IRA e como objetivos secundários verificar fatores de risco associados ao desenvolvimento da IRA, descrever a classificação e reportar abordagens adotadas na utilização de medidas preventivas que possam diminuir as complicações em UTI. O estudo trata-se de uma revisão integrativa da literatura. Identificou-se que são várias as causas de internamento na UTI e diversos fatores que contribuem para o desenvolvimento para o desencadeamento da IRA. As evidências demonstram as abordagens que vêm sendo adotadas na utilização de medidas preventivas, que podem diminuir as complicações de pacientes internados em UTI. Essas medidas estão focadas no quadro clínico dos pacientes, com ênfase em riscos e na execução de procedimentos que deixam os pacientes menos expostos ao aparecimento da IRA. Concluiu-se que o enfermeiro responsável pela UTI contribuiu significadamente no prognóstico positivo, pois é o profissional que lidera, gerencia o planejamento assistencial e providencia os recursos necessários para assistência intensiva.