Os riscos da automedicação por analgésicos isentos de prescrição

A prática da automedicação e o uso irracional de medicamentos estão bastante difundidos no Brasil, a procura por atendimento à farmácia representa a primeira opção para resolver um problema de saúde em inúmeras ocasiões, especialmente os sintomas mais comuns. A maior parte dos medicamentos consumidos pela população é vendida sem receita médica, resultando em problemas secundários ocasionados por essa prática inadequada e abusiva. As classes farmacológicas que estão envolvidas na automedicação são os denominados fármacos de venda livre de prescrição (MIPs), e vários fatores contribuem para a inferência da prática de se automedicar, como fatores culturais, financeiros e sociais. O objetivo do presente trabalho foi coletar dados na literatura para conhecer os riscos da prática da automedicação e suas consequências do uso irracional de fármacos por conta própria. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) 15 a 20 % dos orçamentos dos hospitais são gastos para lidar com as complicações causadas pelo uso incorreto de medicamentos. Portanto a intervenção farmacêutica é o principal fator para o sucesso e a segurança da terapia contribuindo para o uso racional de medicamentos e amenizando problemas relacionados ao uso inadequado de fármacos, beneficiando toda a população, proporcionando assistência farmacêutica em geral.

PALAVRAS-CHAVE: Automedicação. Analgésicos. Assistência Farmacêutica.