Projeto político-pedagógico e gestão democrática para um diretor de escola

O objetivo deste trabalho foi o de verificar se, com a descentralização administrativa, o paradigma da gestão democrática no ambiente escolar se tornou realidade. Para tanto, questionou-se um diretor de educação básica procurando salientar os limites e as possibilidades da gestão democrática no espaço escolar. Como referencial teórico, que seria o palco desta discussão, utilizou-se de dois conceitos de Kant: Esclarecimento e Menoridade. Observou-se que o diretor apontou para um grande limite imposto por gestores e professores conservadores, pelos documentos oficiais na formatação de um currículo único e externo à comunidade e pela omissão dos pais – o que acontece, principalmente, pela própria falta de conhecimento dos mesmos. Estes fatos prejudicam e impedem a formatação de um Projeto Político-Pedagógico próprio, que tenha como uma escolha coletiva: qual homem se quer formar e para qual sociedade. Assim, estas questões privilegiarão o que Kant denominou por Menoridade: a impossibilidade de ação crítica pautada na liberdade. Por sua vez, dialeticamente, acredita que com a disponibilidade de informações para a sociedade, através dos meios de comunicação e da própria conscientização da comunidade escolar por gestores críticos e criativos, há possibilidade da gestão democrática se tornar uma realidade no espaço escolar. É neste espaço, então, que se pode dizer que há uma possibilidade da realização do Esclarecimento, de um processo em que há a construção crítica de uma nova realidade, aonde a liberdade se faz com o outro e não apesar do outro, objetivando uma finalidade comum.

Palavras-Chave: Gestão Democrática; Projeto Político-Pedagógico; Esclarecimento; Menoridade; Liberdade; Autonomia; Crítica.