O QUE NÓS SABEMOS? DA RELAÇÃO COM O SABER NA E COM A EDUCAÇÃO FÍSICA EM UM PROCESSO EDUCACIONAL-ESCOLAR

Luciana Venâncio

Esta Tese está vinculada à linha de pesquisa “Práticas e Processos Formativos em Educação” e tem o seguinte pressuposto: se a escola é um local no qual pessoas ensinam e aprendem, podemos pressupor que a atribuição de sentidos esteja vinculada às relações com os saberes que os sujeitos estabelecem no espaço-tempo vivido nessa instituição. Os questionamentos que delimitam nossa problemática são: Qual o sentido do aluno aprender Educação Física na escola no mundo contemporâneo? Quais relações os alunos estabelecem com os saberes da Educação Física quando se predispõem a aprender? Nosso objetivo geral é compreender como os alunos atribuem significados e sentidos à relação com os saberes elaborados com e nas aulas de Educação Física. Os objetivos específicos são: identificar e interpretar quais saberes são elaborados pelos alunos com e nas aulas de Educação Física; identificar e interpretar quais relações os alunos estabelecem com o saber a partir das experiências vividas nas aulas de Educação Física; explicitar, analisar e interpretar o que é o saber com e na Educação Física na perspectiva de sujeitos (professor e alunos) imbricados em uma prática educativa compartilhada. No quadro teórico, aprofundamos a discussão com a convergência entre a teoria da noção de relação com o saber, baseada em Bernard Charlot, e os saberes necessários para uma prática educativa crítica e emancipatória, propostos por Paulo Freire. Destacamos o tratamento pedagógico esperado na proposição Crítico-Emancipatória e no conceito do Se-Movimentar, defendidos por Elenor Kunz. Arrolamos com isso as possibilidades de aproximar os conceitos de Charlot– referentes à relação com o saber –, aos conceitos de Freire sobre práticas educativas, e à concepção Crítico-Emancipatória e o conceito de Se-Movimentar propostos por Kunz. Esta pesquisa, de natureza qualitativa, tratou uma realidade concreta e singular com questões apresentadas no problema, e que nos exigiram meios criativos e rigorosos para encontrar algumas respostas válidas. Explicitamos as escolhas estratégicas para abordar as realidades em quatro mo(vi)mentos que trataram de: narrativas de experiências, (re)entrada em campo da pesquisadora, definição dos sujeitos, grupos focais e, para compreender as perspectivas dos sujeitos, recorremos às entrevistas de explicitação. Na primeira etapa da pesquisa participaram inicialmente 24 jovens, na faixa etária entre 17 e 19 anos, ex-alunos da professora-pesquisadora entre os anos de 2005 e 2008, em uma escola pública municipal de Ensino Fundamental da região leste da cidade de São Paulo. Na segunda etapa da pesquisa 13 sujeitos discutiram e analisaram 69 frases e suas possíveis relações com os saberes a partir das vivências e experiências que tiveram com a Educação Física. Por sua vez, a discussão dos resultados trouxe questionamentos a respeito de questões não aprofundadas pelos autores que são destacados no referencial teórico. No mo(vi)mento final apresentamos algumas perspectivas dos sujeitos e suas relações com os saberes e apontamos para a necessidade do campo investigativo da Educação Física tomar os alunos como sujeitos que identificam, percebem e compreendem, analisam e criticam a forma como alguns saberes lhes foram apresentados, e também como capazes de elaborar seus próprios saberes

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