PSICOMOTRICIDADE E EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: POSSIBILIDADES PARA A PRÁXIS PEDAGÓGICA

Gláucio Oliveira da Gama; Cláudio Oliveira da Gama; Vitor Rodrigues de Luzia; Jeimis Nogueira de Castro

Este trabalho pretendeu investigar alguns pressupostos históricos da Psicomotricidade e da Educação Física (EF) no Brasil. Relacionamos elementos da prática psicomotora com as aulas de EF do ensino fundamental, procurando utilizar o conceito das duas abordagens sem a presença de dualismos, buscando contribuir para que as aulas tivessem uma visão mais humanista. A EF por muito tempo se preocupou em desenvolver a aptidão física dos estudantes. Nos dias de hoje ainda notamos esta ênfase. Existem muitos professores que focam seus trabalhos mais na prática motora, na organização de campeonatos, no treinamento desportivo, na execução de movimentos; porém, um educador com uma visão mais humanista, focaria seu trabalho no prazer e no gosto da prática da atividade física. Busca-se fazer com que os educandos tenham prazer em participar das aulas e, ao mesmo tempo, dando condições para que eles aprendam e saibam buscar o conhecimento. Não adianta trazer o conhecimento pronto e acabado se o educando não está preparado para recebê-lo. Através dessa prática pedagógica, os estudantes poderão aprender a conviver em grupo, comunicando-se verbal e corporalmente uns com os outros, aprendendo também a respeitar as dificuldades e o tempo de aprendizado de cada pessoa, convivendo sempre em um ambiente onde as pessoas não são iguais, não se manifestam e nem se movimentam do mesmo modo. Assim, irão aprender a lidar com a diversidade cultural, através do princípio de alteridade, juntamente com a compreensão humana. Podese também explorar a questão da comunicação não-verbal através da cultura do corpo e através dele nos apropriamos e assimilamos valores, normas e costumes sociais por um processo de incorporação, onde acontece mais do que um aprendizado intelectual. Nele, assimila-se um conteúdo cultural, que é instalado no seu corpo e no conjunto de suas expressões. Fica claro que todo aprendizado cultural ocorre por intermédio do corpo e, para que os aprendizes tenham condições de irem ao encontro dos conhecimentos de forma autônoma, podemos trabalhar essa questão com atividades livres para que construam suas próprias obras. Pretendeu-se, aqui, contribuir para formação dos educandos através dos domínios cognitivos, emocionais e psicomotores; tornando-os pessoas autônomas e desenvolvidas, dando-lhes a possibilidade de existir, de torná-los pessoas únicas e lhe oferecer condições mais favoráveis para comunicar, expressar, criar e pensar.

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