CORPOREIDADE E EDUCAÇÃO FÍSICA: HISTÓRIAS QUE NÃO SE CONTAM NA ESCOLA!

Alessandra Andrea Monteiro

No mundo atual o corpo tem sido discutido e tratado sob as mais diferentes perspectivas, incluindo-se nesse contexto a perspectiva da corporeidade. Nesse sentido, a corporeidade é uma tentativa de superar as antigas e dominantes interpretações, desde a dicotomia platônica e cartesiana até a visão de corpo como máquina ou como simples objeto. Quando pensamos e discutimos sobre escola e sobre Educação Física escolar, é possível identificarmos diferentes concepções de corpo, que influenciam não somente a prática pedagógica dos professores, mas também e, principalmente, a concepção de corpo dos alunos. Portanto, é fundamental investigar as relações construídas na instituição escolar, desde os alunos até a equipe técnica responsável pela escola. Este trabalho se caracteriza por um estudo de caso descritivo, de caráter qualitativo e tem por objetivo desvelar como a escola contribui para a construção da concepção de corpo dos alunos. Para a realização da pesquisa, optou-se pela técnica do Discurso do Sujeito Coletivo (LEFÈVRE; LEFÈVRE, 2003) que propõe a construção de um discurso único, na primeira pessoa do singular, a partir de depoimentos semelhantes. Os instrumentos utilizados para a coleta de dados foram entrevistas semi-estruturadas com professores, equipe técnica e coordenação pedagógica, questionários com questões abertas para o corpo discente do 4º ano do Ciclo II, observação das aulas dos professores-participantes, pesquisa bibliográfica, leitura e análise dos documentos oficiais da escola (Projeto Pedagógico e Planejamento de Educação Física). O trabalho está estruturado em cinco capítulos. No primeiro capítulo, intitulado “Corpo no paradigma cartesiano: no tempo, na escola e na Educação Física escolar”, procurou-se situar as diferentes concepções de corpo ao longo da história. O segundo capítulo, intitulado “A Pesquisa”, foi destinado aos procedimentos metodológicos. No terceiro capítulo, intitulado “Análise dos dados”, demonstrou-se a análise dos dados e as discussões provocadas por tais análises. O quarto e último capítulo, intitulado “A busca de um novo paradigma da corporeidade: reflexões finais” é dedicado à discussão da corporeidade como uma nova possibilidade de entendimento para os fenômenos discutidos anteriormente. Os resultados encontrados com a construção dos DSC permitem considerar o conceito de corpo em uma diversidade de concepções, desde a que apresenta o corpo como simples matéria até a mais abrangente, que discute corpo em várias dimensões, entre elas a biológica, a emocional, a espiritual, entre outras. Também é preciso ressaltar a necessidade de superação dessa concepção dominante (platônica) na busca de diferentes possibilidades pedagógicas que considerem o corpo em suas múltiplas dimensões.

Palavras-chave: Corporeidade, Educação Física, Escola

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