VARIÁVEIS DE PARTICIPAÇÃO EM AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR POR PRATICANTES DE ATIVIDADE FÍSICA

Mariana Bennaton de Barros; Roberto Tadeu Iaochite

Um dos grandes desafios enfrentados pelos professores de Educação Física é o baixo índice de participação nas aulas de Educação Física na escola. Estudos têm apresentado que o comportamento de freqüentar e participar dessas aulas diminui na medida em que os alunos avançam nos anos escolares. Dentre um conjunto de variáveis que retratam essa realidade tais como gênero, ação do professor, experiências de prática fora do contexto escolar e crença dos alunos sobre a própria capacidade para participar e realizar as atividades propostas pelo professor são alguns exemplos dessas variáveis intervenientes nesse comportamento dos alunos. A partir dessas considerações, esse estudo tem como objetivos identificar o nível de participação de adultos praticantes regulares de atividade física acerca da participação em aulas de Educação Física escolar quando crianças e adolescentes, analisar o nível de auto-eficácia (crença) para a prática regular de atividade física. A amostra é do tipo não probabilística e contou com a participação de 173 indivíduos, com idade média de 39,7 anos de ambos os sexos. Os instrumentos utilizados foram: a) um questionário de caracterização contendo questões de ordem pessoal e de caracterização do nível e freqüência de atividade física e b) uma escala do tipo Likert, com limites de 1 (nada) a 9 (muito) pontos, sobre a auto-eficácia para a prática de exercícios com 18 itens (alfa de Cronbach= 0,90). Os dados foram coletados em academias e programas comunitários da cidade de Pindamonhangaba, SP, tão somente após os participantes terem sido informados dos objetivos do estudo e da assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido. Resultados apontaram que 87,3% se exercitam regularmente (3x/semana), com duração de 40 a 60 minutos (82,7%). A respeito dos dados obtidos em relação à participação nas aulas de Educação Física escolar, obteve-se uma média de 6.01 numa escala de 9 pontos com relação a participação em aulas de Educação Física no Ensino Fundamental e no Ensino Médio houve uma queda, sendo representada por uma média de 4.75 pontos na mesma escala. Em relação a prática de atividade física fora da escola no período escolar obteve-se uma média de 4.70 pontos. O nível de auto-eficácia para a prática de atividade física obtido pode ser considerado como próximo de alto (M=6,17). Esses resultados reforçam o papel do professor quanto à orientação e motivação dos alunos para um comportamento ativo e podem oferecer subsídios importantes para o planejamento de ações que promovam a adesão e a manutenção em programas de atividade física, dado o papel mediador que a crença de auto-eficácia pode exercer no comportamento de praticar atividade física regularmente.

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