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A DEPRESSÃO EM TEMPOS DE IMPERATIVO DE GOZO
Este trabalho tem por objetivo elucidar um aparente paradoxo. A atual cultura
provoca nos sujeitos o desejo permanente de busca da felicidade. Esta busca
mais parece um dever que se impõe. Numa sociedade assim construída,
entretanto, se registram índices alarmantes no aumento dos quadros de
depressão. Cabe-nos, então, entender se esta mesma sociedade que impele
os seus integrantes a esta euforia perpétua, a este gozo contínuo, se ela
própria estaria, com os seus imperativos, fabricando a elevação dos fenômenos
depressivos. Na contramão deste imperativo, coloca-se este trabalho.
Apresentamos como hipótese da causa desta apatia justamente esta exigência
de gozo. Suspeitamos que, quanto mais se identifica uma pressão para que os
sujeitos se realizem, tanto maior será a tendência de encontrarmos quadros
depressivos. O tema em questão justifica-se diante da gravidade do aumento
dos números dos casos de depressão segundo a Organização Mundial de
Saúde. A metodologia utilizada é a da pesquisa bibliográfica que visa mostrar
de forma reflexiva o aumento da depressão segundo a teoria psicanalítica.
Para tratarmos deste assunto, o referencial teórico que utilizaremos
primordialmente será de autores contemporâneos como as psicanalistas Maria
Rita Kehl e Elizabeth Roudinesco, o filósofo Pascal Bruckner e o sociólogo
Zigmunt Bauman. Todos estes autores se mostram sensíveis ao tema desta
pesquisa. Este trabalho se propõe inicialmente a buscar mais um caminho que
colabore para que se minimize o sofrimento psíquico dos quadros depressivos
diante deste imperativo de gozo que perpassa a atual cultura.
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