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CRIANÇAS E ADOLESCENTES INSTITUCIONALIZADOS E A
REINTEGRAÇÃO FAMILIAR
A reintegração familiar é um dos maiores desafios que se encontram na
institucionalização de crianças e adolescentes. São comuns as dificuldades em
decorrência da família se encontrar em vulnerabilidade social e da falta de estratégias
que contribuam para a preservação dos vínculos familiares. Embora a legislação
determine os princípios fundamentais e a permanência dos filhos junto aos pais e dispõe
que os problemas de natureza socioeconômica devem ser cuidados e atendidos pelo
Estado e a sociedade, a realidade mostra que as políticas públicas existentes não alteram
o quadro de pobreza e exclusão das famílias vulnerabilizadas. São políticas
fragmentadas e assistencialistas, que contribuem efetivamente para a destituição do
poder familiar, naturalizando esta prática. O objetivo deste trabalho é discutir a
produção de subjetividades em famílias de classes menos favorecidas, enfatizando as
rupturas dos vínculos afetivos e a fragmentação das assistências relacionadas à
reintegração familiar. As famílias, ao se depararem com estas dificuldades, deixam de
cumprir perante os filhos seu papel de proteger e prover, evidenciando o abandono,
tendo por resultado um acúmulo de relações de culpabilização que estas famílias vêm
vivenciando. Este trabalho também sugere a necessidade do desenvolvimento de
práticas direcionadas ao momento de saída do abrigo e a reinserção familiar, que se
configurou por meio da experiência vivenciada com crianças e adolescentes
institucionalizados, constatando que a afetividade e os vínculos não são destituídos, o
que demonstra a necessidade de se implementar políticas capazes de promover a
reintegração familiar em diferentes contextos.
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