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EDE UNICSUL |
INSTITUCIONALIZAÇÃO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM ABRIGOS:
HISTÓRIA E IMPLICAÇÕES
O presente trabalho de conclusão de curso buscou analisar o processo de
institucionalização de crianças e adolescente em abrigos, com o objetivo de verificar se
mesmo após a criação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) havia a manutenção de
mecanismos de disciplinarização como estratégia de proteção e cuidado nos espaços de
acolhimento. Esses mecanismos aparecem articulados a uma pretensa conservação da
harmonia do ambiente, acabando por prejudicar o desenvolvimento das crianças e
adolescentes através do brincar e da expressão de sentimentos e emoções. Além disso,
buscou-se analisar os desdobramentos dessa disciplinarização na vida dos acolhidos. Para esse
fim foi utilizado como procedimento metodológico a revisão bibliográfica desta temática a
partir das contribuições de autores como Michel Foucault, Donald Winnicott, Erving
Goffman, Sônia Altoé, Irene Rizzini, entre outros. Conclui-se que apesar da construção de um
aparato jurídico com vistas à proteção, da constituição de uma rede de apoio institucional e de
políticas públicas criadas para esse fim, ainda é possível verificar resquícios de mecanismos
de disciplinarização como estratégia de proteção e cuidado à criança e adolescentes em
situação de acolhimento. Ressalta-se a importância do psicólogo frente a essa problemática, a
partir da perspectiva de um olhar mais humanizado, desenvolvendo atividades lúdicas e
propiciando um desenvolvimento saudável das fases da infância e adolescência, visando à
promoção de um ambiente de acolhimento e cuidado no período de acolhimento.
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