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MEDICALIZAÇÃO DO SOFRIMENTO PSÍQUICO:
antidepressivos e a psicanálise
Este trabalho tem por objetivo principal, estabalecer uma crítica em relação ao crescimento
exponencial das prescrições e vendas de antidepressivos apesar de sua baixa eficácia clínica,
quando comparado ao efeito placebo e as psicoterapias de um modo geral. Defende a ideia da
importância de se resgatar a fala, favorecendo o sujeito a se beneficiar dos efeitos terapêuticos
da análise. Para isso foi realizado uma revisão bibliográfica e uma apresentação dos estudos
obtidos na obra de Kirsch (2010). Posteriormente é apresentado um breve histórico do Manual
Diagnóstico e Estatístico (DSM) e sua contribuição para o cenário atual, que a Organização
Mundial de Saúde define como preocupante e com projeções de que a depressão será até 2030
o principal transtorno a adoecer as populações em escala global. A depressão foi analisada em
seus aspectos sociais correlacionando com os fatores agravantes do contexto cultural e
econômico, como: a desigualdade social em um determinado espaço geopolítico, dificuldades
econômicas, racismo, baixo nível de escolaridade entre outros que constatamos serem fatores
gerais que potencializam o surgimento da depressão. No aspecto clínico foi apresentado as
contribuições da psicanálise como contraponto e um caminho ético possível, frente às
abordagens mais biológicas que se mantém alinhadas aos interesses de mercado, opondo-se a
crescente medicalização do sofrimento psíquico que tem se tornado um grande nicho de
mercado para as indústrias farmacêuticas. Como aporte teórico foi utilizado, Freud (1917),
Lacan (1954-1955), Kirsch (2010), Roudinesco (1999, 2000), Birman (1999, 2005, 2007,
2014), Dunker (2010, 2011, 2014), Coser (2003) Quinet (1999) entre outros.
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