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EDE UNICSUL |
Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e Vírus das Hepatites B e/ou C
(HBV/HCV): repercussões psicossociais dessas infecções na vida de um grupo de
pacientes co-infectados por estes patógenos usuários de um centro de referência na
Baixada Fluminense.
Vários fatores podem influenciar na qualidade de vida de indivíduos coinfectados pelo HIV/HBV/HCV, sendo esses os de ordem biológica, terapêutica e os
psicossociais, repercutindo diretamente em suas vidas, e conseqüentemente na qualidade de
vida dos mesmos. Objetivo: Identificar possíveis repercussões de ordem clínica e
psicossocial da co-infecção pelos HIV/HBV/HCV na vida de um grupo de indivíduos
infectados pelos vírus da imunodeficiência humana e hepatites B e C. Métodos: Foi
realizado um estudo seccional e quantitativo em que foi aplicado um questionário em forma
de entrevista em 200 pacientes infectados pelo HIV usuários do serviço de imunologia do
setor de DIP de um hospital da rede pública de saúde do município de Nova Iguaçu no
período de dezembro de 2013 a agosto de 2014. Resultados: Entre os resultados de maior
relevância destacam-se uma grande ocorrência para a hepatite B (91,5%) e o predomínio do
sexo feminino (107/53,5%). Observou-se que cerca de 42,7 % destes pacientes possuíam
idade entre 29 e 39 anos. A avaliação do nível de instrução mostrou que a maior freqüência
foi para o ensino médio (completo (99/40,5%) e incompleto (41/20,5%)). Em relação à
prática de alguma crença religiosa, 52(55,91%) homens e 80 (74,76%) mulheres relataram
não ter religião. Quanto à auto-percepção e as práticas sexuais, 67 (72,04%) do sexo
masculino e 63 (58,87%) apresentavam satisfação com seus corpos, assim como 5 (5,37%)
homens e 5 (4,67%) mulheres relataram ter vivenciado à redução da libido após
apresentarem a infecção. Neste contexto, 55,0 % dos entrevistados descreveram possuir
vida sexualmente ativa, onde 68 (73,11%) homens e 82 (76,63%) mulheres declaram
fazerem sexo com pessoas do sexo oposto. Sobre o âmbito da prevenção, (feminino
(82/76,63%) e masculino (62/66,66%) não sabiam o que é comportamento de risco, porém
dentre os entrevistados os homens 74(79,56%) e as mulheres 88(82,24%) utilizavam
preservativo. Quanto aos aspectos clínicos e terapêuticos, o uso de HAART ocorreu em
185/92,5% dos pacientes. Conclusão: Indica-se o farmacêutico como membro atuante que
transita pela multidisciplinaridade deve contribuir em promover esclarecimento e também
uma melhor qualidade de vida deste pacientes, devendo clarificar ainda mais a realidade do
uso dos fármacos, sensibilizando-os ao uso, a adesão, atuando na dispensação dos antiretrovirais, de modo que o efeito do tratamento seja o esperado, assim como estar atento a
dimensão psicossocial da doença
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